UM POUCO DA

HISTÓRIA

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No ano de 1722, os sargentos e soldados do terço de infantaria da guarnição do Recife, do qual era então mestre de campo o pernambucano D. Francisco de Sousa, resolveram fundar uma irmandade e erigir uma igreja onde fossem sepultados. Para tal, solicitaram permissão ao então governador da capitania de Pernambuco, D. Manuel Rolim de Moura. A permissão foi concedida em 27 de outubro de 1722.

 

A igreja teve sua construção iniciada, por volta de 1723–24, pela capela-mor, concluída em 1725. Em 1726, já se celebravam missas na capela-mor ainda “imperfeita”, e, em 1728, D. João V, rei de Portugal, concedeu aos militares ajuda de custo para ornamentá-la, quantia a ser paga entre 1729 e 1730. Em 8 de dezembro de 1750, foi entronizada, na capela-mor da igreja, a imagem de Nossa Senhora da Conceição.

 

É possível supor que o decoro litúrgico e artístico da Conceição dos Militares já estivesse concluído na década de 1780, quando, em 1781, pintou-se, no forro do subcoro, uma representação da primeira batalha dos Montes Guararapes, que associava a Conceição dos Militares à crença da proteção mariana aos militares luso-brasileiros na Restauração Pernambucana (1645–1654).

 

Em 1938, ano de criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan, atual Iphan), a igreja foi tombada no processo 04-T-38, no livro de Belas Artes, vol. 1, folha nº 03, nº de inscrição 09, recebendo, assim, reconhecimento e proteção em nível federal.

 

O edifício barroco tem características de transição para o rococó, sendo bastante rico em elementos decorativos integrados ao seu interior, destacando-se o forro da nave, magnífica obra composta por onze painéis, pintura à têmpera sobre madeira, emoldurados ricamente com talha dourada e policromada ornada com esculturas. A cimalha de arremate é constituída por varandim sustentado por atlantes de braços elevados e cabeças inclinadas sobre ressaltos, terminando em uma escalonada, alternando sete janelas oculares, sendo cinco laterais (em cada lado), todas ladeadas de colunas salomônicas e rematadas por sanefas em relevo com balcão de balaústres torneados.

 

A igreja recebeu diversas intervenções ao longo dos séculos, sendo encoberta por sucessivas camadas de tinta branca, a primeira do final do século XIX, com a ocultação das características estilísticas de sua decoração original.

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ANTES E DEPOIS

Comparativo de fotos entre como a igreja era antes e depois da restauração